Em varias situações de uma eventual
diversidade ou de recuperação de algum problema pessoal ou
profissional , seja em casa , seja na trabalho, seja em algum grupo
de estudo, ( escola ou faculdade) ou ainda Saúde pessoal , podemos
buscar e nosso interior muita força e não tomando postura
pessimista e derrotista. Acredito que nessa
caminhada e na busca constante da conquistas
de tudo o que desejamos, devemos agir com perseverança , e
como diria o grande filósofo Hugo isso vale tanto para um
filho de mãe Rica ou também para o Filho de mãe
pobre. Destarte, eu
Hélio Mendes um simples mortal nessa passagem existencial,
venho nesse momento compartilhar alguns aspectos e conceitos
básicos da Chamada RESILIÊNCIA.
Está sendo bastante comum escutar nas
empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser
resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer
as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que
elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um
parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou
uma catástrofe como um
tsunami. O
conceito de resiliência passou de uma fase de
“qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de
compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no
contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas. E
desde os anos 80 a escola tem sido vista como um desses ambientes,
por excelência, para haver o enriquecimento da
resiliência.
Embora tais realidades estejam presentes
no cenário brasileiro, e se fazem presentes no âmbito da
resiliência, a pesquisa e a produção científica em torno desse
tema, no que concerne à psicologia e à educação, começaram a surgir
no Brasil apenas na última
década. No
campo da educação temos dois aspectos relacionados. O primeiro diz
espeito à resiliência da escola enquanto instituição que reúne
diferentes sistemas humanos. O segundo contempla o aspecto
particular da pessoa do professor e do aluno.
Com relação a esse aspecto, embora seja
um tema da subjetividade humana, pesquisadores como Edith Grotberg
já disseram que ela é bastante mensurável. Uma vez que é possível
compreendê-la como associada às fases do desenvolvimento humano;
entendê-la como peculiar quanto ao gênero; não se subordina ao
nível sócio-econômico; se difere dos fatores de risco e dos fatores
de proteção; se trata de um dos atributos da saúde mental e da boa
capacidade de aprender e é um processo que pode ser entendido com
seus fatores, comportamentos e resultados resilientes. Por estar
relacionada a diversas áreas da subjetividade humana é que ela
carece de um alto grau de flexibilidade no curso de uma
vida.
Particularmente na educação é possível
ter muito mais êxito, se na vida houver flexibilidade de se viver
ricamente os vínculos e os afetos que nos rodeiam. A falta de
flexibilidade em situações de traumas e sofrimentos é uma das
dificuldades para harmonizar um projeto de
vida. A flexibilidade e a riqueza
dos vínculos se tornaram objetos de estudos desde os primórdios da
pesquisa sobre resiliência. Elas estavam presentes nas próprias
palavras de Frederic Flach, ao cunhar o termo em 1966 para o âmbito
das ciências humanas, querendo dizer que em face da desintegração
psíquico-emocional, uma pessoa necessita descobrir novas formas de
lidar com a vida e dessa experiência se reorganizar de maneira
eficaz. Segundo Richardson, por exemplo, muito se pode aprender
sobre o que seja resiliência, particularmente quando olhamos para
uma pessoa e podemos nela verificar a presença de um padrão de
comportamento de defesa, seguido de padrões de adaptação e, por
fim, da presença de padrões
resilientes.
Esses elementos são organizados e os
teóricos costumam chamar de Fatores de resiliência A escala mensura
sete Fatores que constituem a resiliência:
A administração das
emoções,
descrita como a habilidade de se manter calmo sob
pressão. O controle dos
impulsos, compreendido como a
habilidade de não agir impulsivamente e a capacidade de mediar os
impulsos e as emoções. Otimismo, a habilidade de ter a
firme convicção de que as situações irão mudar quando envolvidas em
adversidades e manter a firme esperança de um futuro
melhor.
A análise do
ambiente, descrita como a habilidade de
identificar precisamente as causas dos problemas e adversidades.
A empatia,
revelando a habilidade de ler os
estados emocionais e psicológicos de outras
pessoas. Auto-eficácia, como a convicção de ser
eficaz nas ações. Alcançar Pessoas , a habilidade de se conectar a outras pessoas
para viabilizar soluções para as intempéries da
vida. E, para cada fator
constitutivo mensurado com escore “abaixo da média”,
interpreta-se como uma área sensível da
vida.
Quando ocorrerem quatro ou mais fatores como escores “abaixo
da média”, compreende-se como
uma pessoa em situação
de risco. Estes sete fatores foram
selecionados por serem concretos e de possível mensuração, podem
ser ensinados e melhorados em programas educativos
específicos.
Agora pensando e analisarmo a origem da
palavra Resiliência poderemos dizer
é um conceito oriundo
da física, que se refere à propriedade de que são
dotados alguns materiais, de
acumular energia quando
exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a
tensão cessar poderá ou não haver
uma deformação residual
causada pela
histerese do
material - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que
verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à
forma original dissipando a energia acumulada e lançando o atleta
para o alto. É medida em
percentual da energia devolvida após a deformação. Onde 0% indica
que o material sofre deformações exclusivamente plásticas
(plasticidade) e 100% exclusivamente
elásticas (elasticidade) .
O
cientista inglês Thomas
Young foi um
dos primeiros a usar o termo. Tudo aconteceu quando estudava a relação
entre a tensão
e a
deformação de barras metálicas,
em 1807. Resiliência para
a física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu
estado normal depois de ter sofrido tensão. A resiliência dos materiais, como
o aço, é fator determinante
para os profissionais de engenharia em todo mundo quando
trata-se de estruturas de grande porte
como: Empire
State Building, Golden
Gate Bridge e outras inúmeras estruturas
construídas pelo homem. Sinônimo:
resilência.
Atualmente resiliência é utilizado no mundo
dos negócios para caracterizar pessoas que têm a capacidade de
retornar ao seu equilibrio emocional após sofrer grandes pressões
ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem
lidar com problemas sob pressão ou estresse mantendo o
equilibrio.
Portanto , meu queridos alunos e amigos a
Resiliência é a capacidade concreta de retornar ao estado natural
de excelência, superando uma situação critica. Segundo
dicionário Aurélio, é a propriedade de pela qual a
energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a
tensão causadora de tal de formação
elástica”. Eu gosto muito da frase
que foi bem formulada pelo Sr.
Leonardo Soares
Grapeia que é Pós-
Graduando em Certificate in Business Administration
pela IBMEC-SP, bacharel em Administração com ênfase
em gestão de Negócios pela Universidade Mogi das
Cruzes(UMC), Em
um de seus artigos o mesmo especialista usa uma Frase
que ao meu ver consegue definir com maestria a palavra resiliência
em situações adversas .
“È A ARTE DE
TRANSFORMAR TODA
ENERGIA
DE UM PROBLEMA EM
UMA SOLUÇÃO
CRIATIVA”.
Resiliência surgiu na física e significa
a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos
sofrimentos, inerentes às dificuldades, é trabalhado em todas as
áreas como saúde, finanças, indústria, sociologia, e psicologia.
Embora seja um assunto muito recente entre nós, já é trabalhado à
anos na América do Norte, com sucesso.
Acredito que a
pratica constante da resiliência em momentos adversos de nosso
cortidiano é importante " SIM ", e deve ser levado em
conta nos momentos desfavoráveis, não obstante, creio
também que não devemos nos esquecer da Virtude da Ética
e da pratica da probidade principalmente no exercício
das atividade profissionais e no relacionamento
interpessoal.
A
ética e cidadania organizacional deve prevalecer nos ambientes de
grupos e claro internamente na busca das conquistas. ( leia
foto anexo) , reforçando isso que descrevo cito o que disse uma vez
o nosso Querido Mestre Antenor Miranda de Campos em discurso
de colação de Grau, " não
devemos subtrair a venda dos Olhos
de Têmis"
, para que não sabe Têmis
era a deusa grega guardiã dos juramentos dos
homens e da lei, sendo que era costumeiro invocá-la nos julgamentos
perante os magistrados.Por isso, foi por
vezes tida como deusa da justiça, título atribuído na realidade a
Diké.,
Contudo
, apesar de nós todos contarmos com esse recurso da resiliência ,
os valores universais devem ser observados também dentro dos
vários contextos e das relações Humanas, acredito que é virtuosa a
Busca do ser mais, não seria errado o ser humano querer vencer e
crescer, entretanto, isso pode e deve ocorrer naturalmente com
probidade e
Ética, sem
que os valores se percam de forma
desumana.
Autor : HÉLIO
MENDES.
Bibliografia e
Fontes.
Barbosa
GS. A Dinâmica dos
Grupos: num enfoque sistêmico. São Paulo: Robe;
1995.
Barbosa GS.
“Questionário do índice de resiliência: Adultos -
Reivich - Shatté / Barbosa” [tese]. São Paulo: Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
2006.
Flach
F. Resiliência: a arte de ser
flexível. Traduzido por Wladir D. São Paulo:
Saraiva. 1991.
Richardson
GE. The metatheory of
resilience and resiliency. J Clin
Psychol. 2002;58(3):307-321.
Melilo A., Nestor
E., Ojeda S. Resiliência:
descobrindo as próprias
fortalezas. Porto Alegre:
Pioneira Editora.
2006. *George Souza Barbosa é psicólogo e
educador.
BARBOSA, George. S.
Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série:
Validação e aplicação do questionário do índice de Resiliência:
Adultos Reivich-Shatté/Barbosa. Tese (Doutorado em Psicologia
Clínica). São Paulo: Pontifica Universidade Católica,
2006.
JOB, F. P.P. Os
sentidos do trabalho e a importância da resiliência nas
organizações. Tese (Doutorado em Administração de Empresas). São
Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 2003.
Resiliência
psicológica e seus sete fatores postado
em http://www.eca.usp.br/njr/espiral/papiro35b.htm ANO
9- No.34 / ABR-MAI-JUN 2008
GRAPEIA, Leonardo Soares, Com vários
artigos publicados nos sites; www.administradores.com.br,
www.endeavor.org.br e
www.artigos.com
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